Tag: torrefacao

Café Minamihara – paixão por café que atravessou 4 gerações

Quem passa pelo km 407 da Rodovia Candido Portinari, em Franca, não imagina que por trás dos portões da Fazenda Minamihara, existem quatro gerações movidas pela paixão por café.

Num bate-papo descontraído via Zoom, Anderson Minamihara, quarta geração da fazenda, nos leva para um mergulho na história da família que, antes mesmo da década de 1970, já carregava em seu DNA o amor pelo café especial, principalmente café orgânico. Descendente de japoneses, o pai de Anderson, viu com seus próprios olhos o desenvolvimento da região do Cerrado.

Engenheiro Agrônomo de profissão, Getulio Minamihara atuou diretamente na implantação de muitas fazendas na região conhecida hoje como Alta Mogiana. Quando chegou à cidade de Franca, em São Paulo, ele vivenciou o início da expansão das regiões produtores de café na região sul e sudeste. Este período de expansão das regiões produtoras foi marcado também pela crescente no uso de agrotóxicos e compostos químicos nos cafezais, prática adotada inclusive por Getulio durante vários anos.

A Geada Negra, evento paralelo ocorrido nas lavouras paranaenses também teve um papel importante no desenvolvimento dos cafés da região sudeste. Com a disparada no preço do café no mercado mundial devido à geada, esse foi o período em que mais cresceu a utilização de produtos químicos nas lavouras. Na balança, pesava não apenas a quantidade de produtos químicos utilizados, como também a queda na qualidade dos cafés. Frente a esse cenário, o pai de Anderson dedicou sua rotina de estudos à análise da qualidade dos cafés produzidos. Tudo começou quando Getulio percebeu que, apesar dos pés de cafés serem produtivos, eles não pareciam saudáveis. Estudando o solo, a raiz dos pés de cafés e como funciona toda a dinâmica envolvida no plantio e no desenvolvimento da planta, Getulio constatou que era chegada a hora de tentar algo novo – foi então, que decidiu começar a separar os lotes de cafés orgânicos dos cafés que recebiam agrotóxico. Sem perceber, esse movimento que já era praticado pelos avós de Anderson lá no início da saga da família Minamihara – quando já faziam a separação dos lotes de cafés – se tornaria tendência 20 anos mais tarde.

Hard user de agrotóxicos até a década de 90, Getulio passou 10 anos estudando e testando novas técnicas de manejo até que, no início dos anos 2000, a Fazenda Minamihara aboliu por completo a utilização de agrotóxicos em seus cafezais.  Essa decisão importante fez os donos da Fazenda Minamihara perceberem que estavam indo na contramão do mercado – enquanto a maior parte das fazendas ainda investiam em produtos químicos, a família prezava sempre pela separação dos lotes sem quaisquer produtos químicos.

Com mais de 100 lotes de café no portfolio, a Fazenda Minamihara já produzia café especial orgânico muito antes desse tipo de café começar a chamar a atenção do mercado, sempre prezando pela sustentabilidade e pela experiência que envolve todo o universo café na cadeia produtiva. “O café orgânico é considerado sustentável, pois além de ser um produto que faz bem ao corpo, é viável economicamente”, conta Anderson. 

Sustentabilidade

A sustentabilidade está cada vez mais em alta e, na Fazenda Minamihara, esse é um tema que sai da teoria e vai para a prática diária. As técnicas empregadas no cultivo são da agricultura biodinâmica e da agrofloresta. A agricultura biodinâmica leva em consideração o ciclo lunar e a posição dos astros no céu no momento do manejo dos pés de café, configurando à planta um sensorial específico durante cada período do ano. Um exemplo claro são os cafés colhidos durante a fase da lua nova, que apresentam caráter mais ácido, e os cafés colhidos durante a lua cheia, que apresentam caráter mais doce. Já o conceito de agrofloresta leva em consideração os elementos da natureza com base nas relações ecológicas. Na Fazenda Minamihara os pés de café são intercalados com grandes e frondosos abacateiros que fornecem sombra em uma relação ecológica chamada comensalismo.

Outro avanço implementado com o objetivo de fomentar o crescimento e visibilidade da marca foi a mudança do posicionamento e a forma de se comunicar com seu principal público-alvo. “Nosso público sempre foi, em sua grande maioria, um público com hábitos de consumo mais exigentes. Portanto, a ideia do branding é cada vez mais oferecer a experiência que os cafés personalizados proporcionam, sempre com foco nesse tipo específico de cliente. Nosso segundo objetivo frente ao público mais amplo é de aproximá-los da temática do café especial e fornecer conhecimento para entender como funciona todo o processo que envolve a cadeia do café, desde o momento que ele ainda é um grão verde até chegar à xícara”, destaca Anderson.

Para Martha Grill, responsável pela torra dos cafés da fazenda, os nanolotes representam a experiência completa que o cliente deseja. “Aqui na fazenda o nosso terroir é muito específico, com características que identificam o café Minamihara. Essa característica foi conquistada há anos e se deve graças à forma do manejo da produção aplicado pela família”. Segundo Martha, os cafés da Fazenda Minamihara se comportam de forma diferente dos cafés de outras fazendas. “Eu costumo dizer que aqui os cafés se comportam como vinho, pois melhoram com o tempo. Meu café preferido é um nanolote de um pé de café que possui 20 anos, um incrível Catucaí-Açú”, destaca.

A Fazenda  Minamihara foi a primeira da região da Alta Mogiana a obter um café com 90 pontos. E essa característica só foi possível alcançar graças à manutenção do potencial produtivo e da repetibilidade alcançada diariamente. “Aqui existem cafés bem pontuados – acima de 88, 90 pontos. E o mais legal é que conseguimos manter esse padrão anualmente graças ao manejo aplicado por aqui. Esse é um dos motivos pelos quais os cafés Minamihara são conhecidos pela sua excelência”, ressalta Martha.

Além do objetivo de trazer ao público regional a experiência do café orgânico para mais perto do consumidor final, a Fazenda Minamihara também exporta seus cafés para o mundo todo, a exemplo do Japão, Europa e Estados Unidos.  Anderson nos conta que durante a pandemia o modo de consumo de café não aumentou, nem diminuiu, mas sim, se transformou. “O consumo de café especial não caiu, ele se transformou; por isso que ter a marca bem posicionada é tão importante quando falamos sobre a visão do negócio”, ressalta Anderson.

Além do terroir específico, do manejo criterioso e da técnica aplicada durante as torras, é importante destacar o foco da marca quando o assunto é excelência dos cafés produzidos. O rebeneficiamento dos grãos é feito de forma distinta, focando principalmente na qualidade e não apenas na produtividade. Outro fator relevante é a utilização de equipamentos de alta performance que são essenciais para entregar o padrão exigido pelos clientes que desejam uma experiência sensorial completa na xícara. “Aqui na fazenda temos um torrador Probatone 5 e um Probatino, que são os destaques dentro da área de torrefação da fazenda. Com esses torradores, o dia-a-dia é facilitado, já que não preciso recriar sempre a mesma receita, uma vez que ela fica sempre salva para utilizar no futuro, além do fato de que as máquinas deixam a nossa área de torrefação muito mais linda, chamando atenção para o processo completo”, finaliza.

Novos horizontes para o Cora Café

Torrefação que nasceu em 2017 ganha nova unidade com cafeteria em Itupeva

 

Essa história de amor já é uma velha conhecida: lá em 2015 Bruna Mussolini já traçava seu plano de negócio para tirar do papel o sonho da torrefação. Dito e feito! Em 2017 nasceu o Cora Café, no quintal da Fazenda de seus pais na cidade de Santa Rita do Passa Quatro, interior de São Paulo.

Anos se passaram e a vontade de crescer aliada a um sonho antigo se transformaram na motivação para ampliar o negócio. O processo de expansão ocorreu gradativamente, até que em 2019 o sonho que Bruna tinha de abrir uma cafeteria começou a se aproximar cada vez mais da realidade.

A mudança foi tamanha que até de cidade o Cora Café mudou. O destino: Itupeva. A junção da torrefação com uma nova cafeteria em meio a uma cidade nova, onde a cultura do café especial ainda dava os primeiros passos era o grande desafio. O projeto que nasceu em 2019 tinha como meta ser implementado logo no início de 2020, mas com a chegada da pandemia, o sonho precisou ser adiado. Em meio a um cenário caótico e pandêmico, o Cora Café foi inaugurado oficialmente em Julho de 2020.

Com uma rotina de torras sendo realizadas duas vezes na semana (todas as terças e sextas), a mestre de torra conta que a missão do seu negócio é desmistificar o café especial e aproximar cada vez mais o cliente da cadeia produtiva.

“Sempre gostei muito de falar sobre café. O caminho que ele percorre até chegar à xícara. É um trabalho artesanal que envolve muita técnica. Aqui no Cora Café, o objetivo é que o cliente se sinta parte do processo produtivo. Nosso ambiente, a disposição do torrador e das mesas foi arquitetada para isso”, conta.

Em meio a um cenário de incertezas, o Cora Café nadou contra a corrente: a procura pela experiência da cafeteria na cidade aumentou na mesma proporção que aumentou também a curiosidade e o encanto pelo universo dos cafés especiais por parte do público.

“No início os clientes estranhavam o conceito de café especial. Mas depois de conhecer e mergulharem nesse universo a aceitação aumentou muito e hoje, por exemplo, a cafeteria se tornou um ponto turístico na cidade. O nosso Probatone 12 virou atração, chamando a atenção de todos os olhares atentos que passam por aqui”, destaca.

Para 2021, Bruna tem planos ambiciosos. Com o aumento da procura pelo consumo de cafés especiais por parte de seus clientes, cresceu também a curiosidade em torno do assunto, levando o público a buscar conhecimento específico sobre o mundo da torra. Pensando nisso, Bruna desenvolveu uma série de cursos e workshops com o objetivo de dar treinamento a quem se interessa pelo assunto. Entre os cursos ofertados estão: métodos de preparo, análise sensorial e cursos de torra.

Aqui no Cora Café sempre incentivamos nossos alunos e colaboradores a investir no conhecimento técnico para estarem preparados para o mercado. A gestão de um negócio precisa ser levada a sério. O café é um processo que deve ser bem feito em todas as etapas”, finaliza.

WhatsApp Image 2021-02-08 at 12.32.44

Projeto Consolida: protagonismo feminino em prol dos cafés especiais.

Em junho de 2017, nascia em Curitiba, o Projeto Consolida, uma iniciativa de um grupo de empreendedoras que buscam a valorização das mulheres do mundo do café especial. Desde a produção do café até o desenho das embalagens, todas as pessoas envolvidas nesse projeto são mulheres. A remuneração acontece por meio da venda de pacotes especiais disponibilizados por meio de e-commerce

A idealizadora do projeto, Fabíola Jungles, é apaixonada por cafés especiais e trabalhou durante um tempo na Supernova Coffee Roasters. Para dar corpo a iniciativa, Fabíola envolveu produtoras rurais e empreendedoras que atuam com ilustração, webdesign e barismo.

“Somos um projeto coletivo feito somente por mulheres. O nosso propósito é valorizar e gerar reconhecimento para as mulheres que trabalham na produção de cafés especiais”, conta Fabíola.

A inspiração para o lançamento do projeto aconteceu no ano passado quando Fabíola visitava uma fazenda de café. Lá ficou impressionada com a história de uma produtora rural. 

“Ter contato com uma produtora rural que lutou muito para superar os desafios me deixou tocada, porque não é nada fácil para uma mulher vencer no mundo do café, um setor predominantemente masculino. Além disso, muitas dessas mulheres precisam trabalhar com outras atividades para complementar a renda durante a entressafra“.

Apesar de ser um projeto novo, Fabíola está satisfeita com os resultados alcançados até agora. A ideia tem sido muito bem recebida pelos consumidores de cafés especiais e tem ajudado a valorizar o trabalho dessas mulheres. O projeto já está no 4º ciclo, onde em cada ciclo uma produtora rural assume a responsabilidade de produzir o café e uma artista ilustra as embalagens.

 “Sou responsável pelo gerenciamento e pelas torras, mas tenho o apoio de excelentes profissionais que estão investindo seu talento no projeto. É justamente essa união de mulheres e de diferentes experiências que tem sido fundamental para a evolução do Consolida“, afirma Fabíola.

Como profissional da área de café Fabíola não para de aprender e ter novas experiências. Para efetuar a torra das amostras Fabíola tem utilizado a estrutura da Probat Leogap e está muito satisfeita com o equipamento utilizado e com o suporte oferecido pela equipe da Probat.

“Recentemente utilizei o Probatino, um equipamento que eu nunca tinha usado, mas que me impressionou positivamente. Consegui produzir torras muito homogêneas, sem falar que o torrador permite tomar decisões com bastante rapidez e assertividade. Além disso, a equipe da Probat foi muito atenciosa durante todo o processo. Sem dúvida, foi uma experiência gratificante“, conta Fabíola.

 

Para conhecer mais sobre as belas histórias dessas mulheres acesse o website Projeto Consolida.

Região da Alta Mogiana promove pré-seletiva do Campeonato Brasileiro de Barismo, na modalidade torra

A O´CoffeeBrazilianEstates e a Associação dos Produtores de Cafés Especiais da Alta Mogiana irão promover, em parceria, a primeira pré-seletiva do Campeonato Brasileiro de Torra na Região da Alta Mogiana. O objetivo da ação consiste na promoção da cadeia produtiva e dos cafés especiais; e na valorização dos profissionais diretamente envolvidos com a industrialização do grão.

No campeonato de torra, os profissionais serão desafiados a torrarem com perfeição o café especial disponibilizado pela organização de forma a extrair o máximo do potencial qualitativo da bebida, respeitando as regras da competição. E mais uma vez a Probat será patrocinadora do evento, que terá o Probatino como torrador oficial da competição.

O campeonato será realizado nas dependências da O´CoffeeBrazilianEstates, em Pedregulho/SP, entre os dias 24 a 26 de maio de 2018. Poderá se inscrever como competidor qualquer profissional de nacionalidade brasileira ou residente legal por mais de 24 meses, residente em qualquer estado, com idade mínima de 18 anos na data da competição. O período da inscrição será de 23 de abril a 11 de maio, através do site da BSCA, Associação Brasileira de Cafés Especiais (www.bsca.com.br). Para saber mais sobre a competição, leia o Regulamento.

A pré-seletiva de “Torra” da Região da Alta Mogiana compõe uma etapa oficial do Campeonato Brasileiro de Barismo, organizado pela BSCA, Associação Brasileira de Cafés Especiais. Ou seja, os competidores com os melhores desempenhos na etapa Região da Alta Mogiana estarão automaticamente inscritos para a Campeonato Brasileiro de Torra. O vencedor da etapa nacional se classifica para o World CoffeeRoastingChampionship, que acontecerá de 16 a 18 de setembro em Dubai, Emirados Árabes Únidos.

Com esta ação, a Região da Alta Mogiana realizará um total de 3 pré-seletivas, em 2018, dos Campeonatos Brasileiros de Barismo, nas modalidades “torra”, “brewers” e “cuptasters”, demonstrando seu apoio ao desenvolvimento dos profissionais e apresentando o potencial qualitativo dos grãos da Região.

 

Brasil define representante do 1º Campeonato Nacional de Torra de Café 2017

O 1º Campeonato Brasileiro de Torra de Café 2017 foi um sucesso! Após 3 dias de orientações e provas, Robson Rodrigues Ribeiro, da Cooperativa Regional dos Cafeicultures do Vale do Rio Verde (Cocarive), de Carmo de Minas (MG) foi anunciado como o grande vencedor da competição. Os torrefadores Thiago de Oliveira (Octavio Café  – SP) e Jack Robson Silva (Just Coffee – MG) também garantiram o troféu de 2º e 3º lugar na competição que aconteceu em Curitiba dos dias 15 a 18 de Setembro na fábrica da Probat Leogap e no Lucca Cafés Especiais.

Durante a competição, os 16 participantes desenvolveram seu plano de torra e fizeram uma descrição sensorial do café que entregariam. Com esses critérios, os juízes puderam avaliar na úlitima segunda-feira quanto o participante foi fiel à curva de torra planejada e o resultado sensorial da bebida. Participaram desta edição José Renato Figueiredo (Café do Zé) que atuou como Head Judge, Lukasz Jura (World Coffee Events), Georgia Franco de Souza (Lucca Cafés Especiais), Paulo Cesar Figueiredo (Carmocoffees) e Flávio Borem (UFLA) como juízes sensoriais.

Com a mesma quantidade e qualidade de café fornecido aos competidores ao longo do campeonato, o juiz José Renato Figueiredo explica que durante a avaliação dos cafés foram levados em consideração aspectos como aroma, sabor, retrogosto, acidez, corpo , doçura e balanço.

“A avaliação foi realizada com base na análise da qualidade do café apresentado por cada competidor. Após a somatória das notas obtidas em cada item é que chegamos a conclusão sobre o grande vencedor”, conclui.

Robson Ribeiro, 1º lugar no Campeonato Brasileiro de Torra de Café 2017 irá representar o país no World Coffee Roasting Championship que acontece em dezembro na cidade de Guanzhou, na China. Quando questionado sobre a vitória, o torrefador mineiro conta que a dedicação foi o fator que mais ajudou durante a realização da torra oficial.

“Torro café há cerca de 6 anos, acredito que a prática diária tanto no trabalho como em casa possibilitou que eu ganhasse a competição, daqui pra frente vou continuar treinando ainda mais para representar muito bem o Brasil no mundial”, destaca.

Sobre a competição

O 1º Campeonato Brasileiro de Torra de Café 2017 foi uma ação do projeto setorial “Brazil. The Coffee Nation” realizada pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Probat Leogap e Lucca Cafés Especiais.

Eluana Santos, responsável pela organização do evento, destaca a importância da competição para o segmento dos cafés especiais no Brasil.

“O 1º Campeonato Brasileiro de Torra de Café 2017 foi um evento muito enriquecedor,  pois conseguiu concentrar diversas pessoas que estão envolvidas diariamente com o universo dos cafés especiais. Produtores que trabalham em fazendas, torrefações, cafeterias e até grandes indústrias cafeicultoras puderem trocar experiências e conhecer mais sobre o trabalho tão importante do mestre de torra, que dedica anos de empenho e estudo para ofecer uma torra com qualidade capaz de entregar um produto de excelência na xícara”, finaliza.

 

Torrefadores de cafés especiais à prova: profissionais disputam, em Curitiba (PR), vaga para o campeonato mundial

Pela primeira vez na história, será realizado o Campeonato Brasileiro de Torra de Café, entre 15 e 18 de setembro de 2017, em Curitiba (PR). O evento é realizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) como ação do projeto setorial “Brazil. The Coffee Nation”.

A competição acontecerá em duas etapas. Na primeira, que ocorrerá na Indústria de Torradores Probat Leogap, os 16 competidores torrarão os cafés fornecidos pela organização em dois Torradores de Prova TP2 e em dois Torradores Probatone 5, torrador oficial da competição. Eluana Santos, da Probat Leogap, explica que a escolha do equipamento visa proporcionar o melhor acompanhamento e controle dos perfis de torra propostos pelos competidores, tornando a avaliação dos juízes mais precisa. “O Probatone 5 é um dos torradores da família Shop Roaster que permite trabalhar com 5kg de café por torra. Com o Pilot Roaster, software criado exclusivamente para a linha Probatone, é possível monitorar, armazenar e criar diferentes receitas dos perfis de torra de cada café, oferecendo ao Mestre de Torra uma ferramenta essencial para atingir o melhor resultado” Durante a segunda fase, na cafeteria Lucca Cafés Especiais, juízes sensoriais degustarão os cafés torrados pelos participantes. O campeão do certame será aquele que for mais fiel à curva de torra planejada pelo próprio competidor e obtiver maiores notas na bebida.

Para Paulo Kleinke, diretor da Probat Leogap, a iniciativa representa uma grande oportunidade para os mestres de torra brasileiros revelarem ao mundo o seu talento, tendo em vista que este é o Primeiro Campeonato de Torra realizado no país. “Nossa expectativa é que esse evento será um marco para o segmento, pois é visível o crescimento, nos últimos anos, do número de pessoas que se interessam cada vez mais pelo universo dos cafés especiais. Nossa marca está preparada para atender os mais exigentes mestres de torra com equipamentos que são referência mundial”, destaca.

Como o evento é classificatório para o World Coffee Roasting Championship, uma das competições promovidas pelo World Coffee Events (WCE), o vencedor garantirá sua passagem para Guangzhou, na China, para representar o Brasil, em dezembro, no campeonato mundial da categoria. O regulamento completo da etapa nacional está disponível no site da BSCA (www.brazilcoffeenation.com.br).

 

 

Parceria Probat Leogap e Fazenda Barinas

Probat Leogap e Fazenda Barinas: uma parceria de sucesso

Localizada no Cerrado Mineiro, no interior de Minas Gerais, a Fazenda Barinas atua na produção de cafés há mais de um século, oferecendo aos consumidores um dos melhores cafés do Brasil. Toda essa expertise já rendeu a marca mais de 6 prêmios de reconhecimento.

Para Tiago Resende, CEO da Fazenda Barinas, a parceria com a Probat tem como objetivo principal trazer maior qualidade para a torra do café produzido. “Para nós a Probat é a melhor marca do mercado, não precisamos nem de indicação, graças a imponência que o torrador Probat possui”, destaca Tiago.

Atuando em todos os processos de produção de café, a Fazenda Barinas revela a importância de oferecer um café de qualidade, desde o plantio, até o momento em que a bebida chega na mesa do consumidor. “Hoje a Fazenda Barinas busca trabalhar a qualidade do café por meio do controle de lotes e talhões, separando o grão por suas características, além do estudo e mapeamento que é feito em torno da variedade”, afirma.

Para alcançar a melhor qualidade de café, a Fazenda Barinas utiliza o Probatino com o objetivo  de aperfeiçoar o processo de torrefação que ocorre na fazenda. Na cafeteria própria, eles oferecem oito tipos diferentes de cafés especiais para o consumidor. “Com um equipamento tão preciso como o Probatino, não precisamos nos preocupar com performance – com ele conseguimos torrar de 800g até 1200g de amostra”.

Após a visita que fizeram a fábrica da Probat Leogap no mês de Março, a equipe técnica da fazenda pode conhecer de perto todos os detalhes do processo de montagem dos torradores e moinhos.

Próximos eventos na Fazenda Barinas

Com intenso trabalho nos processos para obtenção do melhor café, a Fazenda Barinas também mantém uma proposta para integrar diferentes profissionais que atuam no segmento. Além de reunir Q-graders de todo o país para o estudo, degustação e acompanhamento das principais tendências do mercado, a Barinas realiza em Julho um evento exclusivo para o público feminino.

Durante o período da safra do café, a Fazenda Barinas irá promover o primeiro encontro das Mulheres do Café, que irá reunir diversas mulheres que estão envolvidas no ramo cafeeiro, como mestres de torra, por exemplo.  O grupo específico tem como objetivo o aprofundamento do estudo do café,abrangendo questões que vão desde o plantio, a qualidade do grão e técnicas de torra para diferentes tipos de cafés. “Nosso objetivo foi o de concentrar o público feminino em um evento que servirá de aprendizado para todos os que tem o café como paixão em comum, além de oferecer a oportunidade perfeita para aperfeiçoar conhecimento relevante sobre o tema em um grupo seleto de especialistas”, finaliza.